REVISTA BUSCA 03, OUT 2005




editorial



Estética Social Clube

A busca segue no registro do agora.
Das coisas feitas em casa,
dos muros pintados lá fora.

O ostensivo brilho do cinza,
dos palácios de outrora.

Caíram paredes imensas,
mas todos tinham ido embora.

Imersos no mar de signos e símbolos da cidade,
são infinitas as possibilidades
de atração e repulsão.

Em tempos de império da estética,
consumo e psicologização
quem manda realmente nas vontades do teu coração?

Na alquimia privada
ou purificando fantasmas na urbe.
Seja bem vindo a nova estética
da busca social clube.

segue a busca
10/2005









Carlos Dias (SP) / ? (SP)


? (SP)


Jaca


Jaca


Jaca




Fratura Exposta
Entrevista com Gilles Lipovetsky


Entrevista > Alessandra Marder
Mediação > Juremir Machado da Silva
Tradução, transcrição e revisão > Ramiro Breitbach e Lorena Martins
Fotos > Isadora Lescano

"A sociedade hipermoderna não é somente uma sociedade materialista, mesmo que ela o seja cada vez mais, ela também é uma sociedade psicológica e afetiva."


Empenhado em refletir sobre a humanidade à luz do seu comportamento, o filósofo Gilles Lipovetsky é referência mundial na polêmica discussão dos tempos atuais. Desde seu primeiro sucesso editorial, "O Império do Efêmero" — onde discute o fenômeno da moda como um dos pilares da contemporaneidade — até seu último livro publicado, "O Luxo Eterno" — onde analisa o atual papel do luxo na sociedade — Lipovetsky diagnostica nas relações sociais os reflexos dos tempos que vivemos. Tempos estes definidos pelo pensador como hipermodernos: uma exaltação do paradigma da modernidade,ondeos seus axiomas (consumo, individualismo e avanços técnico- 
científicos) se tornam hipers e o homem se fragiliza diante da imensa liberdade de escolha que a sociedade globalizada lhe oferece.

Lipovetsky esteve em Porto Alegre palestrando sobre o tema consumo e moda à convite da Agência Escala, e concedeu entrevista exclusiva para revista Busca, gentilmente intermediada pelo jornalista e professor Juremir Machado. Leia a seguir um pouco sobre o que pensa o filósofo a respeito dos tempos hipermodernos e sobre o papel da arte e do artista neste contexto.

BUSCA — Gilles, há uma transição da pós-modernidade à hipermodernidade ou a pós-modernidade nunca existiu?

GL — A segunda proposição é a correta. A pós-modernidade foi um conceito que eu mesmo ajudei modestamente a popularizar, mas é um conceito que não tem sentido, porque em nenhum momento nós fomos pós-modernos. O que houve, a partir dos anos 60, 70, foi uma outra modernidade pós-disciplinar, mais hedonista, mais individualista, mas ela não é pós, mas sim um desdobramento do que estava inscrito no programa genético da modernidade. Então, nesse momento, aparece o primeiro estágio, aquilo que poderíamos chamar de antiguidade da hipermodernidade, mas eu penso que o conceito de pós-modernidade não pode ser aplicado ao estudo das sociedades modernas.





BUSCA — A exacerbação de paradigmas da modernidade que sobreviveram à nossa época hipermoderna está formando indivíduos emocionalmente deficientes e de maneira alguma preparados para enfrentar as decepções do cotidiano?

GL — Eu acho que sim. A sociedade hipermoderna fraturou as sociabilidades tradicionais, ela reduziu a pó o poder das instituições e, finalmente, ela difundiu uma psicologização da educação. O conjunto desses fatores acarretou uma fragilização dos indivíduos que se manifesta em diversos aspectos: o stress, a depressão, o mal-estar de viver. As pessoas ficaram mais frágeis e acho que isso está relacionado à vinda à tona do hiperindividualismo. Assim, não é o conjunto da sociedade que se torna frágil, mas sim os indivíduos. Aí, há um paradoxo enfrentado pelas sociedades democráticas, que são, de certa forma, mais estáveis em seus princípios, em seus fundamentos, mas os indivíduos que a compõem são mais instáveis.

BUSCA — Onde é que o homem hipermoderno busca sua felicidade?
GL — Creio que ele a procura certamente na esfera privada. A época hipermoderna viu um recuo das esperanças coletivas, da fé na história. Nós não esperamos mais a felicidade para amanhã. Então, os indivíduos a procuram na vida privada; e a vida privada é o quê? É o consumo, o entretenimento. Mas também na vida privada íntima, no amor e nas relações. A sociedade hipermoderna não é somente uma sociedade materialista, mesmo que ela o seja cada vez mais, ela também é uma sociedade psicológica e afetiva. Ainda que, nesses dois planos, a sociedade hipermoderna torne possível mais mobilidade, mais mudanças, ela possibilita também mais frustrações e mais decepções.

BUSCA — Você notou em um de seus livros que há uma nova busca de religião, de religiosidade por parte do homem de nossa época. Este é, por sinal, um dos paradoxos do hiperindividualismo. Isso mostra uma necessidade da humanidade de retorno às relações coletivas?






GL — Eu penso que não. Justamente o que essas buscas religiosas têm de específico é que elas se formulam, se agenciam segundo uma lógica individualista. Os indivíduos vão à religião e as abandonam de acordo com uma lógica de autodeterminação, e não há mais forças coletivas ou tradicionais que posicionem o indivíduo nesse domínio. Além do mais, podemos ver que as crenças e as práticas religiosas são cada vez mais à la carte. Os sociólogos da religião, aliás, falam de religião à la carte, como se o supermercado tivesse se tornado o modelo prototípico. Então, eu creio que o reaparecimento do religioso traduz os mal-estares de que falávamos há pouco, a insegurança emocional dos indivíduos. Esse reaparecimento retranscreve também, provavelmente, uma necessidade identitária numa sociedade em que as tradições e o lugar na nação não são mais claros. Os indivíduos precisam de um coletivo que lhes dê uma identidade.

Em terceiro lugar, podemos perceber, nas pesquisas atuais sobre religião, uma urgência de comunicação, a necessidade de estar inserido num grupo, mas todos esses fatores agem segundo uma trajetória individualista. Individualismo não quer dizer 
fechado sobre si mesmo, trancafiado dentro de casa; está é uma visão falsa do individualismo. Individualismo quer dizer que oindivíduo não está mais coibido pela ordem coletiva e, nesse plano, as relações religiosas obedecem ao mesmo movimento.

BUSCA — A hipermodernidade conduzirá a humanidade ao fracasso ou à formulação de um novo paradigma? Em que sentido vai a evolução social humana?

GL — Justamente, eu acho que a situação da hipermodernidade é tal que não podemos mais responder à essa pergunta. Os modernos o faziam. Eles inventaram o sentido da história: o marxismo, o positivismo, todas essas visões da história dos séculos XVIII e XIX, nos garantiam um movimento inevitável, necessário da história que ia, em linhas gerais, em direção à liberdade, à felicidade. Bem, esta é também uma das figuras da hipermodernidade: nós não temos mais a fé, não temos mais a crença nas leis inevitáveis da história, destarte eu penso que a hipermodernidade nos confronta, finalmente, com a Verdade da História, ou seja, a história é aberta e não se pode mais lê-la nas coisas.





Há opções diversas, há várias opções diversas. Pode-se ter a opção de um capitalismo muito duro, um pouco à brasileira; quando olhamos os signos, o que aparece é uma sociedade muito segmentada, fechada, as pessoas vivendo em espaços fechados e restritos, como se todos os espaços públicos desaparecessem; uma sociedade dura. E, de um outro lado, um modelo escandinavo muito mais igualitário. Qual triunfará?... Eu não sou um profeta. Não se pode responder a essa questão, porque o interessante das sociedades liberais é que elas se criticam, elas não estão inscritas de uma vez por todas. Então, nós apenas começamos a hipermodernidade. Algumas décadas não são nada para o Fracasso da História.

BUSCA — Qual é o papel da arte nas sociedades hipermodernas?

GL — Penso que a arte perdeu seu lugar, seu papel de substituto da religião, que ela pôde ter ocupado outrora, como se ela viesse compensar uma perda. Mas, ao mesmo tempo que esse lugar grandioso da arte moderna ruiu, esta achou um importante espaço de difusão no design, nas aspirações dos indivíduos. Há uma grande demanda de estética, talvez mais que de arte, nas paisagens, nas cidades, nas casas. Ao mesmo tempo, vemos que as indústrias culturais como o cinema, a moda, o luxo, têm ligações com a arte. E é aí, na minha opinião, onde está o que há de mais criativo. A arte propriamente dita, hoje em dia, provoca um tanto de perplexidade em muitas pessoas, porque a arte contemporânea tem essa propriedade de ser, cada vez mais, uma arte que não tem mais materialidade: arte de vídeo, arte de evento; logo, a maioria das pessoas se sente estrangeira em relação a ela. Penso que existe a necessidade de arte, mas ela se manifesta muito mais na exigência de qualidade de vida, qualidade da atmosfera, do clima, do cenário da vida cotidiana. Este é o lugar do design, do grafismo, dos urbanistas. Nesse campo há muito a ser feito.


BUSCA — Como você vê o artista contemporâneo? Ainda se trata de um revolucionário contestador, ou está mais para um agente da hipermodernidade?

GL — Penso que ele é mais um agente (risos), mas um agente que não quer reconhecê-lo, ou não pode reconhecê-lo. É muito surpreendente vê-los ou escutá-los; todos continuam defendendo o discurso boêmio, o discurso vanguardista, antiburguês num momento em que isso não faz mais sentido! Mas talvez isso seja intrínseco ao artista moderno. Mas, ao mesmo tempo, eu penso que ele é um agente porque, como temos visto desde os anos 60, tudo foi recuperado. Isso é utilizado pelos núcleos de criação nas agências de publicidade, pela comunicação, pelos eventos promovidos nas cidades. Os artistas são elementos da hipermodernidade porque eles introduzem a diversidade. Logo, eles nos tiram, de alguma forma, da massificação. Mas o discurso hipercrítico de que falávamos há pouco, esta foi a grande conquista da hipermodernidade.

BUSCA — Você conhece um pouco o movimento mundial conhecido como street art; o grafitti e todas essas manifestações? Como você vê isso nos últimos dez anos?

GL — Eu acho que todos esses movimentos significaram um desejo de expressão do indivíduo. Diz-se freqüentemente que a hipermodernidade é o pragmatismo, o dinheiro, a eficácia. É verdade, mas esquece-se de que há uma outra face: a dimensão psicológica, expressiva dos indivíduos. Logo, há a street art, mas poderíamos citar outros exemplos, talvez menos relevantes, mas que dizem a mesma coisa: os conservatórios estão cheios de gente, cada vez mais pessoas escrevem ou querem fazer dança; há uma necessidade de expressão, que muitas vezes não cria coisas geniais (risos), mas situa um outro nível, como se o individualismo tivesse necessidade de que cada um se reconheça um pouco como único, e de fazer algo em que se possa 
reconhecer a si mesmo. Ora, quando somos somente consumidores, nós compramos coisas exteriores, enquanto que, nesse caso, nós fazemos coisas. Porém, sobre o movimento da street art, como eu não o conheço detalhadamente, só posso falar sobre esse plano da ascensão do desejo de expressão.

BUSCA — Você acha que existe uma tecnologização da arte?

GL — Sim, enorme. Em algumas exposições, como aquela que vimos no ano passado em Porto Alegre — por sinal, inspirada no conceito de hiper — a maioria das obras era de vídeo-arte, portanto uma arte efêmera, onde as coisas desaparecem. Eu creio que há essa tecnologização da arte; eu me pergunto até onde isso poderá ir, pois, ao mesmo tempo, os indivíduos de hoje em dia têm necessidade de sentir as coisas, há uma necessidade emocional. Eu não tenho certeza, apesar de tudo, de que a arte hipertecnológica responda realmente a uma necessidade emocional forte, é, acima de tudo, algo de intelectual. Podemos opor a isso o zen, o yoga, os chamados esportes radicais, tudo o que é mais corporal. Não estou certo de que a arte hipertecnológica responda a essas necessidades, com exceção, talvez, da arquitetura. A arquitetura é diferente, porque há construções. Quanto ao resto, me parece às vezes que chegamos a um impasse.

BUSCA — A efemeridade e o individualismo são características desta época. Existe um paradoxo no fato de que há, ao mesmo tempo, uma busca por uma vida coletiva?

GL — Existe, acima de tudo, uma nostalgia da coletividade. Idealiza-se o que passou. Eu vejo menos uma busca coletiva do que uma busca de comunicação interpessoal, materializada nos microgrupos: As pessoas formam associações, filiam-se a clubes, têm seu círculo de amigos. Tudo isso toma muita importância na vida dos indivíduos. Essa busca por uma coletividade, eu a vejo, mas sob forma de retórica ou de nostalgia, muito mais do que nas formas sociais observáveis.

BUSCA — Mesmo na arte?

GL — Sim, é uma idealização do passado. Porque as pessoas sofrem por estarem tão isoladas, logo há, obrigatoriamente, uma revalorização do coletivo. Os artistas são, apesar de tudo, uma forma forte de individualismo, visto que eles buscam todo o tempo novos estilos, eles buscam uma expressão singular das coisas. Logo, no caso da arte, o coletivo me parece um motivo de inspiração mais do que uma prática ou uma aspiração real. Os artistas são individualistas.

BUSCA — Então, as pessoas utilizam a tecnologia para difundir conceitos de arte, uma arte matizada pela tecnologia. Isso seria ainda um reflexo das idéias situacionistas de Guy Debord?

GL — Não, eu acho que é algo mais profundo. Trata-se da perpetuação da idéia de arte moderna, uma arte que não está mais circunscrita na tradição. Assim, logo que há uma nova tecnologia, os artistas se questionam como sublimá-la, como utilizá-la para empreender uma expressão singular. Acho que a utilização das novas tecnologias não é a conquista de um teórico, estou convencido de que é um efeito de estrutura, um efeito da inscrição da arte num mundo pós-tradicional e que, nesse momento, tudo é utilizável. Ao fim e ao cabo, se precisasse apontar um nome, eu diria Duchamp. Não pela provocação, mas simplesmente pela proposição de que tudo é arte, e que tudo pode ser utilizado em arte. E isso é a arte moderna: a arte não está mais enjaulada. Assim, a nova tecnologia pode permitir a criação de novas formas de expressão, e a arte moderna, como disse, é a tradição do novo. Assim, a busca do artista é pelo novo, e as novas tecnologias são um instrumento para isso.







Mario Cavalcanti


Walter Vasconselos


Walter Vasconselos


Onesto (SP) / Cimples (CWB)


C. Costa (POA) / Toniolo (POA)


Nina (POA) / Carlos Dias (SP)


Leo Caobelli


Leo Caobelli


Leo Caobelli


Leo Caobelli


Projeto lambe-lambe (SP)


Projeto lambe-lambe (SP)


Rochele Zandavalli


Rochele Zandavalli


Bruno 9li


Pixo (SP)


Pixo (SP)


Kboco




Olhosnosolhos
por Emerson Pingarilho



Suor era a pele que eu vestia quando corria pelo mato, mas a sombra sempre me dizia sobre o dia-a-dia: O fogo varre a calúnia e o desespero do santo guerreiro! Quem és tu que espalha o amor e a fúria em nosso coração?! Com a espada erguida entre os dois olhos vive o espírito originário, diz o sábio. Lá onde cristalizam as formas e cores do nosso mundo particular, a cor do meu calor, da lucidez que traz o sol a minha cabeça.

PLEXUS CABEZA DI DENTRITO.

Mas essa luz não está apenas fora do meu corpo. Você vaga na minha volta, diz o que diz sem ao menos ter uma boca, porque não são palavras, são esses, esses... vultos, sombras de chamas. Ainda assim queimam quando diz algo. O coração dos homem está sob o signo do fogo, as chamas lançam seus tentáculos para cima, como meu coração se atirando até tocar sua ternura. Encosta essa mão imaterial que traz um sentimento tão doce.

Mas para onde quero lançar meu corpo? Antes ele fosse oco e flutuasse entre os arranha-céus que cobrem minha morada, mas onde eu realmente vivo? 

Longe de tudo que é natural, vivo perto do concreto, numa pele levemente endurecida, camuflagem de parede? Esse é o teste, se enroscam esses gases cinzas me dizendo. Isso é tão interno, que é engraçado, a ponto de mexer meu corpo com uma quebra cabeças de órgãos, encaixe aleatório.
Um amigo de Manaus que morava perto de mata virgem dizia: "Quando anoitece não vou mais para o mato, ah sei lá. Os vultos são rápidos, eles nos seguem. É aí que o homem pode sentir o poder, porque ele é micro, macro é um pedaço bem pequeno da realidade em si".

Onde a natureza manifesta obstinadamente a criação é que posso vislumbrar a verdadeira morada quando os olhos olhos contemplam as coisas do mundo, insiste o sábio. Mas quando fechamos os olhos e olhamos para dentro, contemplando nossos ancestrais, manifestamos a beleza, a cosmovisão inconsciente do que somos.

Quero acordar ao calor dos teus lábios, me nutrir das tuas forças divinas do amor desesperado. Assim caminham esses pés descalços em rochedos pontiagudos, ajoelho e me curvo diante da maestria Naturalis, pois me entrego ao caos e faço dele minha jornada.





Então escuto um estalo no mato, o medo varre pelo meu corpo e corro pelas frestas dos galhos, são infinitos braços que se enfileiram no meu caminho, me chicoteando e me guiando, pois não sei me mover no mato, ele que me guia. O tempo é um mecanismo ardiloso, passos vão e vão. Quando ficamos tranquilos, a luz dos olhos começa a flamejar de tal maneira que tudo a nossa volta fica radiante. Se abrir os olhos e procurar teu corpo, nada encontrarei.

Minha vida inteira está em jogo quando me lanço no fogo.

Tudo que vemos e apreciamos é mistério da luz, o sol como um eixo. As lâmpadas, nossas tecnologias pessoais estão aí, através da luz. (vibração de energia) salto quântico para o céu ser azul.

Mas e aquilo que somos de verdade? Lá no fundo, onde os sonhos se manifestam, que luz é essa que mostra um caminho até nosso universo inconsciente? Que beleza rara nos imprime tamanha clarividência da vida?
A sombra é uma poeira. Ashes to ashes. Através do vale de lágrimas sinto que não sou o que é vivo, mas sou vívido. Se tenho algo a pagar de coisas que tenha feito verei meus órgãos se desencaixarem gerando o ridículo, a angústia e o escárnio. Só através do erro chegamos certo.

Pois viver é sofrer, todo esse sofrimento sensorial é ilusão do que sou.

Explodir a casa, as artérias, os pensamentos. Aquele que pensa se perde, sente uma vertigem, uma estranha relação com as dimensões, não aceita a realidade.

Credo samurai: "Não tenho princípios, fiz da adaptabilidade a todas as coisas os meus princípios" Estou mergulhado no centro, em meio às circunstâncias. Rasgo meu coração em sete pedaços, para que o meu amor possa construir, minhas atitudes são pela irmandade. Coração é fogo e fogo é elixir.

29/09/05




Emerson Pingarilho


Tinico / Trampo


Vitché (SP) / ?


Tinico


Leopoldo L H Wolf


Leopoldo L H Wolf


Leopoldo L H Wolf










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Editor — Geraldo Tavares
Design da revista — Bruno 9li
Web design — Gustavo Gripe
Prod. executiva — Camila Farina
Colunista — Emerson Pingarilho

Capa — design: Bruno 9li (POA) · ilustração: Carla Barth (POA)
Editorial — Geraldo Tavares (POA)

"Fratura Exposta — Entrevista com Gilles Lipovetsky"
Entrevista — Alessandra Marder
Mediação — Juremir Machado da Silva
Tradução, transcrição e revisão — Ramiro Breitbach e Lorena Martins
Fotos — Isadora Lescano

Arqueologia urbana — fotos: Leo Caobelli
Coluna “Olhosnosolhos” — texto e ilustrações: Emerson Pingarilho (POA)

Fotografia das artes de rua:
Leo Caobelli · Raquel Brust


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